Eu passarei
Tu passarás
Ele passará
Nós passaremos
Vós passareis
Eles passarão
Blog pessoal de André Camargos, publicitário por profissão e escritor por hobby. Textos diversos como poemas. crônicas, críticas de livros e sugestões de leitura.
Tuesday, April 21, 2015
Monday, April 20, 2015
35
T ime goes on
E voluting constantly
M oving towards
P ermanence
O n and on.
T empo:
I manente
M aterialidade do
E spírito.
E voluting constantly
M oving towards
P ermanence
O n and on.
T empo:
I manente
M aterialidade do
E spírito.
Thursday, April 09, 2015
Instinto
Há uma voz
que começa fraca
tênue como vento
como os sons pequenos
de uma floresta tropical
do barulho dos passos dos besouros
e os mínimos passos de formiga
que aos milhares passam despercebidas
e que evolui
para os saltos dos micos
e o farfalhar das folhas
aos elegantes trotes dos cavalos
então ao desvario das manadas de búfalos
até chegar aos sons mais elementais
dos vulcões, trovões e tornados
estrondos belos, desesperados
totalmente inadiáveis
e cegos de sentidos.
O belo
temido
espetáculo
da realização final
da liberdade.
que começa fraca
tênue como vento
como os sons pequenos
de uma floresta tropical
do barulho dos passos dos besouros
e os mínimos passos de formiga
que aos milhares passam despercebidas
e que evolui
para os saltos dos micos
e o farfalhar das folhas
aos elegantes trotes dos cavalos
então ao desvario das manadas de búfalos
até chegar aos sons mais elementais
dos vulcões, trovões e tornados
estrondos belos, desesperados
totalmente inadiáveis
e cegos de sentidos.
O belo
temido
espetáculo
da realização final
da liberdade.
Simples
O amor me define
Mesmo quando esqueço,
Perdido no cotidiano.
Mesmo quando esqueço,
Perdido no cotidiano.
Pois não há fato válido
Que do amor
Não tenha derivado.
Wednesday, April 08, 2015
Completo - para ela
Uma união verdadeira
não se faz pela falta.
Nem mera carência
ou pelo encontro
de incompletudes.
É real quando se encontram,
ao longo do caminho,
duas completudes
suficientes em si mesmas
mas, que, pelo coração,
se inclinam uma para a outra.
Tal qual uma flor que,
naturalmente,
cresce voltada para o sol.
Inimigo Intimo
Como lutar contra um inimigo
que se confunde consigo mesmo?
Quando ele se esgueira
por baixo da pele
e cada golpe é dado contra um espelho?
Somente olhando pra dentro.
Quando a arma do inimigo é o corpo,
afia-se a alma.
Tuesday, April 07, 2015
Resposta
Acordou naquele dia como de costume.
Queria que fosse o último
mas era só o mesmo.
Era o mesmo dia a 20 anos.
Cada possível gota de prazer ou desejo
despidas pelas marteladas da rotina.
A dama louca do relógio
dona do destino
de uma modernidade cega e perdida.
A esperança como luz no fim do túnel,
no fim dos tempos
ou em um eventual acidente natural catastrófico.
Mas então olhou para o céu,
para as nuvens correntes que,
em sua indefinição perene,
se emprestam para a imaginação dos homens.
Lá estavam as vozes das musas,
o torvelinho caótico da criação,
a chance eterna da mudança.
Pois não há nesse universo
nada que perdure.
Nem permanência
que não seja sempre aparente.
Monday, April 25, 2011
Matinal
Começa lento
sonolento e vagaroso
transfixo em caras e corpos.
Os dias, impressos em cada um,
cada um de tantos,
qualquer um de tantos.
Uns poucos, mais mortos,
asfixiados por suas máscaras de plástico,
pretendem sorrisos.
O (mau) humor matinal
é mais humano,
bem mais sincero.
sonolento e vagaroso
transfixo em caras e corpos.
Os dias, impressos em cada um,
cada um de tantos,
qualquer um de tantos.
Uns poucos, mais mortos,
asfixiados por suas máscaras de plástico,
pretendem sorrisos.
O (mau) humor matinal
é mais humano,
bem mais sincero.
Zen sufista
O amor é o perfeito silêncio
sentido quando não há barreira
e as palavras,
imperfeitas em sua natureza,
se calam.
Amor é uma morte,
pois se existimos e somos
o que dizemos e pensamos
sobra pouco no meio do silêncio.
Sem palavra não há fuga
ou subterfúgio.
Resta a conexão,
contato direto com a realidade,
sinceridade da vida
e plenitude.
sentido quando não há barreira
e as palavras,
imperfeitas em sua natureza,
se calam.
Amor é uma morte,
pois se existimos e somos
o que dizemos e pensamos
sobra pouco no meio do silêncio.
Sem palavra não há fuga
ou subterfúgio.
Resta a conexão,
contato direto com a realidade,
sinceridade da vida
e plenitude.
Monday, February 21, 2011
Eles
Para eles sou metade
mendigo existencial
alvo de olhos rendidos.
Eles olham para baixo, não encaram
e quase posso ouvir seu pensamento.
Para eles sou surpresa
pelo meu respirar
pelo fato de viver
e seguir em frente.
Para eles sou menos
santo assexuado
ou possuído, amaldiçoado.
Para eles, em seu kardecismo preconceituoso
nasci pior, pagando meu karma/crime.
Antes eu os queria mortos
decepados, destruídos.
Hoje eu não os vejo
não sonho com seus olhares
nem mais me escondo.
mendigo existencial
alvo de olhos rendidos.
Eles olham para baixo, não encaram
e quase posso ouvir seu pensamento.
Para eles sou surpresa
pelo meu respirar
pelo fato de viver
e seguir em frente.
Para eles sou menos
santo assexuado
ou possuído, amaldiçoado.
Para eles, em seu kardecismo preconceituoso
nasci pior, pagando meu karma/crime.
Antes eu os queria mortos
decepados, destruídos.
Hoje eu não os vejo
não sonho com seus olhares
nem mais me escondo.
Monday, December 06, 2010
o olho
os olhos se relacionam ao invisível
são a máquina de somar, multiplicar,
aplicar novas camadas ao mundo.
a melhor cor pra tudo é a imaginação
são a máquina de somar, multiplicar,
aplicar novas camadas ao mundo.
a melhor cor pra tudo é a imaginação
distrofia
olhar o dragão
estudá-lo
medir seu tamanho
conhecer seu peso.
conhecer o inimigo,
para travar a guerra da vida
bravamente.
espada em punho
e sorriso nos lábios.
estudá-lo
medir seu tamanho
conhecer seu peso.
conhecer o inimigo,
para travar a guerra da vida
bravamente.
espada em punho
e sorriso nos lábios.
Monday, October 25, 2010
olhar
não ha arte que se perca
apenas um hábito que se esquece
meio sem querer
tipo na rotina.
o olho é o mesmo
mesma cor, mesma iris,
mas a alma que por ele escuta
muda, é diferente.
é alma cansada,
alma óbvia
que esqueceu de ver o novo.
o sorriso dela e a frase implícita
"tudo vai ficar bem".
é um ir embora que segue um
"titio" de um ser pequenino,
e você volta só pra ver a brincadeira
de criança que descobre, que se torna.
Arte, olhar de quem busca o devir
e não esquece, nem se quiser.
alimento sempre e desalento também
o tudo que é só um pouquinho
mas basta. basta.
apenas um hábito que se esquece
meio sem querer
tipo na rotina.
o olho é o mesmo
mesma cor, mesma iris,
mas a alma que por ele escuta
muda, é diferente.
é alma cansada,
alma óbvia
que esqueceu de ver o novo.
o sorriso dela e a frase implícita
"tudo vai ficar bem".
é um ir embora que segue um
"titio" de um ser pequenino,
e você volta só pra ver a brincadeira
de criança que descobre, que se torna.
Arte, olhar de quem busca o devir
e não esquece, nem se quiser.
alimento sempre e desalento também
o tudo que é só um pouquinho
mas basta. basta.
Morno
Morno,
como quem vomita
sem opnião
apenas uma palha quebradiça
fácil, que se parte com o vento.
Eu, que já me parti
com o peso de meu próprio corpo.
Em número 3, exato,
femuramente no mesmo lugar.
Me sinto fraturado,
com andar fraco.
Exposto, sem pele
temeroso, desconfiantemente
eu mesmo.
Soco no ar
de um rato que ruge
e um demônio, que ri baixinho.
como quem vomita
sem opnião
apenas uma palha quebradiça
fácil, que se parte com o vento.
Eu, que já me parti
com o peso de meu próprio corpo.
Em número 3, exato,
femuramente no mesmo lugar.
Me sinto fraturado,
com andar fraco.
Exposto, sem pele
temeroso, desconfiantemente
eu mesmo.
Soco no ar
de um rato que ruge
e um demônio, que ri baixinho.
Sunday, June 13, 2010
amor
Quero cantar o amor
e o todo que ele representa.
Deixar que flua
que cure e transforme
revelando, purificado,
o espírito, minha alma.
Árdua tarefa
pois amor é filho do silêncio
surge na calma, no perfeito vazio.
O Eu é a barreira
construções ilusórias
Maya sobre a vida...
Quando tudo está quieto
quando não há barreiras
entre o sujeito e a experiência
é ele que vibra.
O amor é encontro
do ser com a vida
o silêncio búdico
que revela o sentimento crístico.
e o todo que ele representa.
Deixar que flua
que cure e transforme
revelando, purificado,
o espírito, minha alma.
Árdua tarefa
pois amor é filho do silêncio
surge na calma, no perfeito vazio.
O Eu é a barreira
construções ilusórias
Maya sobre a vida...
Quando tudo está quieto
quando não há barreiras
entre o sujeito e a experiência
é ele que vibra.
O amor é encontro
do ser com a vida
o silêncio búdico
que revela o sentimento crístico.
Monday, June 07, 2010
passado do feliz etnocentrismo
O passado
promessa encerrada
lembrança irreal da perfeição
ilusória, gritada aos sete ventos.
A música está morrendo,
O cinema está definhando
Antigamente, as coisas eram mais certas.
Onde estão os valores?
(cadê meu rivotril??)
A morte visita aqueles que querem morrer
o passado é vulto, é âncora, é desculpa.
Antigamente, as coisas eram melhorespra quem era branco
pra quem não era mulher
exclusivamente para os heterosexuais
num mundo em que os que tinham deficiência eram escondidos
trancafiados, eliminados.
O amor exclusivo ao passado é para os mortos,
os velhos infantis, teimosos e apegados ao que já foi
incapazes de se conciliar com o mundo do real.
Morram, aqueles que querem morrer
e chega de lamúria, sem drama.
A vida é nova, é trabalho de demiurgo
de gente que sonha e cria o mundo.
de quem aprende com o passado
e sai a cata do que ainda não é
mas pode tornar-se, é devir.
promessa encerrada
lembrança irreal da perfeição
ilusória, gritada aos sete ventos.
A música está morrendo,
O cinema está definhando
Antigamente, as coisas eram mais certas.
Onde estão os valores?
(cadê meu rivotril??)
A morte visita aqueles que querem morrer
o passado é vulto, é âncora, é desculpa.
Antigamente, as coisas eram melhorespra quem era branco
pra quem não era mulher
exclusivamente para os heterosexuais
num mundo em que os que tinham deficiência eram escondidos
trancafiados, eliminados.
O amor exclusivo ao passado é para os mortos,
os velhos infantis, teimosos e apegados ao que já foi
incapazes de se conciliar com o mundo do real.
Morram, aqueles que querem morrer
e chega de lamúria, sem drama.
A vida é nova, é trabalho de demiurgo
de gente que sonha e cria o mundo.
de quem aprende com o passado
e sai a cata do que ainda não é
mas pode tornar-se, é devir.
Monday, May 31, 2010
dor
sabe quando a gente se sente grande demais?
quando parece que se você fosse menor
menor, proporcionalmente, seria a dor?
mais suportável seria o sofrimento
esse rasgo que descobre o negrume da alma
e expõe, explicita, esfrega-se na cara do mundo.
sinto dor mas não cuspo sangue...
sinto dor mas não sei por que
nem de onde veio, nem pra onde vai.
Além da dor, sinto o desespero
me acuando, me apunhalando
como um fantasma
um ser de outro mundo
que não se pode tocar.
que dele não se pode defender
pois nada parece diferente
nem mais errado que ontem
apenas mais claro
como um ferro em brasas
quente, próximo dos olhos.
Grito no vácuo
sem porque.
nada, ABSOLUTAMENTE NADA
que explique.
eu, eu minto.
uma alma que não grita
um ego que esperneia
um auto-crítico que se deleita
h i s t e r i c a m e n t e
a l é m da medida.
sim, não há pista
mas o veneno simplesmente se destila
escrito aos bits
arriscado de se perder
num simples fechar de telas.
o auto-crítico não mais sorri
ao perceber sua ode masturbatória
em risco de vida.
eu sorrio
feito balão
esvaído de gases inúteis
minhas amadas idéias mortas
meus ideais sempre incognoscíveis
meu gostos esconcidos em pistas
imiscuidos no gosto dos outros
feito um medroso
que precisa de companhia para saltar o penhasco
que pede desculpa
pra ver se alguém escuta.
mas não, vivo em monólogo
grito em monólogo
e brigo apenas comigo.
e escrevo, como se tudo fosse verdade
e acredito, como se tudo fosse verdade.
quem sou não é uma pergunta
quem sou é ausência de perguntas
quem sou é silenciosa, não esperneante, aceitação.
CANSEI.
André C.
quando parece que se você fosse menor
menor, proporcionalmente, seria a dor?
mais suportável seria o sofrimento
esse rasgo que descobre o negrume da alma
e expõe, explicita, esfrega-se na cara do mundo.
sinto dor mas não cuspo sangue...
sinto dor mas não sei por que
nem de onde veio, nem pra onde vai.
Além da dor, sinto o desespero
me acuando, me apunhalando
como um fantasma
um ser de outro mundo
que não se pode tocar.
que dele não se pode defender
pois nada parece diferente
nem mais errado que ontem
apenas mais claro
como um ferro em brasas
quente, próximo dos olhos.
Grito no vácuo
sem porque.
nada, ABSOLUTAMENTE NADA
que explique.
eu, eu minto.
uma alma que não grita
um ego que esperneia
um auto-crítico que se deleita
h i s t e r i c a m e n t e
a l é m da medida.
sim, não há pista
mas o veneno simplesmente se destila
escrito aos bits
arriscado de se perder
num simples fechar de telas.
o auto-crítico não mais sorri
ao perceber sua ode masturbatória
em risco de vida.
eu sorrio
feito balão
esvaído de gases inúteis
minhas amadas idéias mortas
meus ideais sempre incognoscíveis
meu gostos esconcidos em pistas
imiscuidos no gosto dos outros
feito um medroso
que precisa de companhia para saltar o penhasco
que pede desculpa
pra ver se alguém escuta.
mas não, vivo em monólogo
grito em monólogo
e brigo apenas comigo.
e escrevo, como se tudo fosse verdade
e acredito, como se tudo fosse verdade.
quem sou não é uma pergunta
quem sou é ausência de perguntas
quem sou é silenciosa, não esperneante, aceitação.
CANSEI.
André C.
Monday, May 24, 2010
Lições
Eu aprendo com o corpo.
Sei mais sobre o que toco
e sinto
do que o que penso
ou racionalizo.
São Tomé Taurino
com todos os 5 sentidos.
Se têm gosto
ou me provoca
ou me convida
ou me seduz,
se me chama como um todo
ao experimento, ali estou.
Minha verdade:
amor como aprendizado
deus como totalidade
escolha como constante
perdão é liberdade
compaixão para completude
determinação como guia
desejo como espírito
esperança, caminho,
conhecimento por experiência
e plena, quando como pão partilhado.
André C.
Sei mais sobre o que toco
e sinto
do que o que penso
ou racionalizo.
São Tomé Taurino
com todos os 5 sentidos.
Se têm gosto
ou me provoca
ou me convida
ou me seduz,
se me chama como um todo
ao experimento, ali estou.
Minha verdade:
amor como aprendizado
deus como totalidade
escolha como constante
perdão é liberdade
compaixão para completude
determinação como guia
desejo como espírito
esperança, caminho,
conhecimento por experiência
e plena, quando como pão partilhado.
André C.
Monday, May 10, 2010
Eu canto
Eu canto
Por querer
Sem querer
fazer parte da roda do violão
pois não é pelos outros que canto.
Sem ser pelo desafio
de me esticar pelos extremos
o tom escuro dos graves
ou a plenitude dos agudos.
Também não canto
pra fazer tudo certo
nem pra fazer tudo errado.
Canto porque quando eu canto
um sorriso descontrolado se apodera de mim
e, assim, sem perceber
eu não ligo mais se estou no controle
e quando atravesso o medo e a timidez
encontro o silêncio
e sinto algo próximo à plenitude.
Canto por amor
pois assim esqueço um pouco de mim
e me sinto livre para entrar mundo adentro
de peito aberto,
pelas corridas que me são impossíveis
e pela história que quero contar.
Monday, April 26, 2010
Menos
Eu quero ser menos
minúsculo
ínfimo e limpo
sem barreiras egoicas para a vida.
Se eu sorrio ou se eu choro
se eu grito ou se eu soco
se eu levo de volta ou saio impune
não importa.
Quero ser menor
de um tamanho suficiente
para que a sombra que evoco
seja bem menor que a que hoje sinto.
Minha sombra
minha corrida feito cachorro buscando o rabo
rodopiando, sansareando na roda do mundo
sem centro, sem silêncio, sem paz.
Quero ser menor
pois o amor que sinto
facilmente se perde
no mito do meu narciso.
Vivo à beira do rio
pulo, afogo?
creio que posso sempre escolher:
melhor queimar no sol.
André C.
minúsculo
ínfimo e limpo
sem barreiras egoicas para a vida.
Se eu sorrio ou se eu choro
se eu grito ou se eu soco
se eu levo de volta ou saio impune
não importa.
Quero ser menor
de um tamanho suficiente
para que a sombra que evoco
seja bem menor que a que hoje sinto.
Minha sombra
minha corrida feito cachorro buscando o rabo
rodopiando, sansareando na roda do mundo
sem centro, sem silêncio, sem paz.
Quero ser menor
pois o amor que sinto
facilmente se perde
no mito do meu narciso.
Vivo à beira do rio
pulo, afogo?
creio que posso sempre escolher:
melhor queimar no sol.
André C.
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